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Gazeta Mercantil
Empresas até agora pouco
conhecidas no Sul como a lavanderia paulista Sol & Sabão, a banca de revistas mineira
Space Box e a fabricante de pulseiras em aço e ouro pernambucana Braccialetto estão de
olho nos mercados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Depois de
consolidarem seus negócios no local de origem, e de espalharem as primeiras unidades
principalmente pelo Sudeste, agora as companhias buscam parceiros para investir em
franquias na região.
O potencial de crescimento no
mercado do Sul é muito grande, diz o diretor da Sol & Sabão, Caio Prospero. O
gerente de expansão do curso de idiomas Centro Cultural Americano, Virgílio Bonoldi,
concorda. Tanto que a empresa, que tem sede em Campinas e apenas uma unidade em
Florianópolis, lista várias áreas de interesse. Em Santa Catarina, centramos o foco na
capital, onde queremos ter mais uma escola, e no Vale do Itajaí. No Rio Grande do Sul, o
objetivo é chegar à Porto Alegre e ao Vale dos Sinos. No Paraná, queremos entrar em
Curitiba e no norte. No total, diz o executivo, a rede quer abrir 12 escolas na região
nos próximos dois anos. Para atrair interessados em abrir franquias de suas empresas,
Caio, Virgílio e outros executivos participam da 1ª Franchising Fair, feira de franquias
que ocorre no CentroSul, em Florianópolis, e que termina hoje.
Já começamos as
conversações com um potencial investidor de Passo Fundo (RS) e com pessoas de
Florianópolis, Biguaçu (SC) e de Curitiba, diz Welber Teixeira, diretor da Space Box,
franquia de bancas de revistas para ambientes fechados como shoppings, aeroportos,
rodoviárias, supermercados, entre outros. Trabalhamos com a meta de abrir pelo menos uma
loja na região ainda no primeiro semestre. No curto prazo, queremos ter duas franquias em
cada estado. No futuro não muito distante chegaremos a 20 unidades, completa. Segundo o
consultor de franquias Hamilton Marcondes, da HM Consultoria em Varejo, é justamente
nesse ponto a possibilidade de expansão rápida e a baixo custo para o franqueador que
está o grande diferencial do sistema. Depois de consolidar o próprio negócio e de
montar uma estrutura de supervisão, o empresário ganha agilidade e diminui os custos do
crescimento se tiver parceiros e não empregados. Imagine a disponibilidade de caixa que
seria necessária para abrir dez, vinte, trinta lojas em um ano. Com a franquia isso fica
mais fácil. Além disso, o responsável pela unidade também será um dono, que estará
sempre preocupado com o bom desempenho do negócio. Não é à toa, portanto, que as redes
garantem toda a infra-estrutura necessária aos potenciais parceiros. Treinamos os
franqueados e os empregados e ainda damos assessoria na inauguração da empresa e nos
primeiros dias de funcionamento do negócio, diz Teixeira. Para abrir uma loja da Space
Box, o empreendedor precisa desembolsar entre R$ 35 mil e R$ 70 mil o valor depende do
local de instalação da unidade. Além disso, recolhe 3% do faturamento bruto para
pagamento de royalties e mais 1% para a taxa de publicidade. Segundo projeção da
empresa, o faturamento mensal de uma banca gira entre R$ 15 mil e R$ 50 mil. A
rentabilidade é de 12% a 19% e o retorno ocorre entre oito e 18 meses. Também às voltas
com planos de expansão, a Braccialetto, de Recife, Pernambuco, abre no segundo semestre
uma unidade de apoio às franquias em São Paulo. Atualmente temos 22 unidades franqueadas
em todo o País. Este ano queremos chegar a 50. No Sul, estamos negociando com o shopping
Beiramar, de Florianópolis, e com empreendimentos de Curitiba e Porto Alegre, diz o
diretor presidente da empresa, Edvânio Santos. Para ter uma Braccialetto, que opera com
franquias de quiosques para venda de pulseiras, o futuro empresário gasta aproximadamente
R$ 62,3 mil R$ 18 mil de taxa de franquia e o restante para a compra do próprio quiosque,
de computadores e do estoque inicial da unidade. O retorno ocorre entre dez e 36 meses.
Além disso, até hoje nenhuma de nossas franquias fechou. Isso porque, além de ter
estrutura de apoio garantida, nosso parceiro atua praticamente sozinho no mercado de
pulseiras de aço e ouro, diz o empresário. Outro que promete bons resultados para os
franqueados é Caio Prospero, da Sol & Sabão, lavanderia paulista que tem 20
unidades: cinco próprias e 15 franqueadas. Segundo ele, a rede adotou um modelo de vendas
que torna mais fácil aumentar a lucratividade do empreendimento. Em vez de repassar uma
franquia, a empresa vende por R$ 50 mil uma master franquia. Com o negócio, o parceiro
passa a ter direito de subfranquear, por uma taxa de R$ 11 mil, unidades em outros locais.
Cada master franquia abrange uma área de até 100 quilômetros de raio. As subfranquias
apenas recebem a roupa, que é transportada e lavada na sede da master. Nossa expectativa
para o Sul é muito boa, principalmente porque a região cresce seguidamente e porque as
pessoas buscam bastante os prestadores de serviços, diz o empresário. Também na esteira
do crescimento dos serviços, a Quality Cleaners, rede de lavanderias a seco que opera em
oito países e já tem 19 lojas no Brasil, começou as conversações com potenciais
franqueados no Sul. "Estamos prospectando. Poderemos ter vários franqueados ou
apenas um master, que se comprometeria a abrir 40 lojas na região em cinco anos",
diz o diretor da empresa, Renato Zilberman. Atualmente a Quality tem unidades em São
Paulo, no Rio de Janeiro e no Ceará, onde uma lavanderia foi aberta por um empreendedor
que conheceu a rede na feira da Associação Brasileira de Franchising (ABF), em São
Paulo. Começamos em São Paulo, depois fomos para o Rio de Janeiro, os dois maiores
mercados do País. Agora vamos entrar no Sul, onde há grande possibilidade de
expansão", diz Zilberman. As empresas já estabelecidas no mercado, no entanto, não
são as únicas que têm a ganhar com as franquias.
Para o franqueado também há
benefícios. Além de ficar sob o guarda chuva de uma marca conhecida, o empreendedor tem
alguém que se preocupa com marketing e em apoiá-lo no dia-a-dia das operações",
diz Hamilton Marcondes, da HM Consultoria. "Ele fica apenas com o trabalho de
vender". Além disso, diz, houve uma mudança no perfil das franqueadoras. Antes,
explica, havia empresas que ganhavam dinheiro principalmente com taxas. "Hoje as
pessoas querem ganhar com os negócios bem sucedidos de seus franqueados". Nessa
linha, a paranaense Adega Perfumada, fabricante de perfumes, cosméticos e maquiagem, não
mexe no faturamento de seus franqueados. Cobramos royalties de 20%, mas apenas sobre as
compras de produtos", diz o diretor de planejamento e qualidade da empresa, Fábio
Giacóia. Além disso, para entrar no negócio, o franqueado paga R$ 22,5 mil, mas já
começa a operar com estoque inicial fornecido pela fábrica. Apesar de já ter 25 lojas
na região Sul, a Adega trabalha com a expectativa de crescer bastante este ano. Temos 205
lojas e queremos chegar a 250 até o fim do ano. Esse crescimento deverá ocorrer
principalmente nos três estados do Sul, que ficam mais perto da sede da companhia.
Gazeta Mercantil - 13 de Maio de
2002 - Rede executa sistema de subfranquia
Sol
e Sabão procura master-franqueados em capitais do NE
A Sol & Sabão, rede
paulista de lavanderias com 16 anos de mercado, está em busca de master-franqueados no
Nordeste. 'A estratégia da marca, para sustentar o plano de expansão, inclui grandes ca
pitais, como Recife, Salvador, Fortaleza e cidades do interior, com mais de 80 mil
habitantes', adianta o diretor de franquias da rede, Caio Próspero. A proposta para a
Região envolve parcerias com empresários dispostos a operar num raio de 80 quilômetro
s. Vitória (ES) também faz parte dos planos.
'Procuramos um master, com chances de subfranquear a
marca, o que possibilita crescimento mais rápido do negócio', assinala. Próspero diz
trabalhar focado na fidelização do cliente, qualidade dos serviços e redução de
custos. Hoje, o preço de lavagem de um terno na Sol & Sabão fica em torno de R$
13,00 e uma camisa, R$ 2,50, preços de São Paulo, onde a empresa concentra seus
negócios - tem 20 unidades, sendo 15 franqueadas.
A meta é chegar ao final do ano com oito novas
unidades em São Paulo e cinco master nos demais estados do País. O investimento de um
master-franqueado da marca fica em torno de R$ 338 mil, recursos aplicados na usina para
lavagem e numa unidade própria de captação de peças. O valor nã o inclui o ponto
comercial e carro de transporte, e os royalties correspondem a 5% do faturamento bruto. 'O
retorno do investimento vem em torno de 35 meses, considerando um faturamento mensal
líquido da ordem de R$ 50 mil', calcula Próspero. A previsão leva em conta a
oportunidade do investidor de trabalhar com pontos específicos de captação por meio de
subfranqueados - o acordo envolve, no mínimo, dez unidades instaladas em quatro anos,
segundo Próspero.
O custo dos pontos de captação fica em torno de R$
31 mil, incluindo taxa de franquia e outros 5% de royalties sobre a receita bruta. 'O
valor é pequeno, pois o subfranqueado não precisa investir em equipamentos. O trabalho
será de captação e encaminhamento das peças para lavagem na usina', diz.
O sistema da Sol & Sabão libera o franqueado
para escolher o ponto - a loja poderá ser de rua ou em shopping. No caso do
marter-franqueado, o espaço mínimo deverá ser de 800 metros quadrados, em função da
área exigida para a usina. 'A instalação de cada nova unidade vem sempre apoiada em
estudos de mercado que demonstram a viabilidade do negócio', afirma Próspero. A empresa
faturou no ano passado cerca de R$ 500 mil e este ano projeta duplicar esse valor.
Adriana Thomasi de Fortaleza
13 de Maio de 2002 - Invest
News
Sol & Sabão busca master franqueado
O Rio de Janeiro tornou-se um
dos mercados estratégicos dentro do programa de expansão da franquia paulista Sol &
Sabão, do segmento de lavanderias. Daí porque a rede está em busca de um master
franqueado no estado para viabilizar seu crescimento fora de São Paulo, onde opera há 16
anos e reúne 20 lojas, das quais cinco próprias. No Rio, o plano do franqueador da Sol
& Sabão é de que sejam instaladas dez lojas até 2003 e, no ano seguinte, haja um
mínimo de 20 estabelecimentos da marca em funcionamento. No ano passado, a rede faturou
R$ 500 mil. Por loja, a receita bruta mês é da ordem de R$ 18 mil.
Segundo o franqueador da rede de lavanderias, Caio
Próspero, o investimento a cargo do master franqueado soma R$ 338 mil para a abertura da
chamada usina (local onde são lavadas as roupas) e na unidade própria. A usina deve ter
dimensões de 600 m² a 1000 m². Na unidade própria de subfranquia, os gastos somam R$
30 mil. Os gastos excluem as despesas com ponto comercial e carro para o transporte das
roupas.
No caso dos franqueados, os preços de aquisição
da franquia são mais reduzidos perante a média de mercado, na opinião de Próspero,
porque eles não precisam adquirir maquinários. Isso porque seus investimentos são
dirigidos exclusivamente à loja, cuja tarefa principal é se converter em um ponto de
captação de negócios, visto que as roupas deverão ser enviadas à usina, a fim de que
sejam lavadas. O ponto comercial, de 30 m², exige gastos médios de R$ 11 mil.
Além das salvaguardas oferecidas tradicionalmente
pelos franqueadores, como excelência no atendimento, exclusividade de área de
exploração, estudo de viabilidade econômica e repasse de tecnologia, outro diferencial
diz respeito ao fato de o master receber, no lugar do franqueador, os recursos dos
franqueados de sua área de influência. O procedimento é uma forma de antecipar o prazo
de retorno do investimento, explica Próspero. Em média, o retorno ocorre no prazo de 30
a 38 meses, respectivamente, para subfranqueado e master.
Vagner Ricardo
Panorama Brasil
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